O
"LEÃO" TEM SOBRENOME: MANCUSO!
Ele
chegou arrepiando e logo na estréia diante do Ceará virou
ídolo. "Esse número 8 do Avaí joga muito",
diziam os torcedores. "O melhor do Avaí é o Mancuso",
diziam outros mais empolgados. A verdade é que o mineiro Gisley
Pereira Farah chegou pelas beiradas e hoje está na boca do povo.
Mancuso é raçudo, tem passada larga, chuta a gol com violência
e normalmente dá o bote certo. Titular absoluto do Avaí
está mantendo a regularidade de seu Futebol e tem tudo para conseguir
o seu objetivo: jogar novamente em um grande clube de futebol brasileiro.
Aliás, para quem foi jogador do técnico Luiz Felipe Scolari
no Cruzeiro, essa volta por cima não será nada difícil.
Os pais, Antônio Farah e Dilma Maria Pereira Farah, e os irmãos
Romualdo e Rogério, já sabem da fama repentina do meia
avaiano por aqui. Logo estarão aqui assistindo jogos do Avaí
na Ressacada. Depois do início no Cruzeiro, onde disputou várias
competições, Mancuso passou por Uberlândia, Caldense
e Caxias (RS).
Apesar de ter Farah no sobrenome, não há que se falar
em nenhum grau de parentesco com o presidente da federação
Paulista, Eduardo José Farah. Mancuso porque foi uma homenagem
ao argentino Mancuso, que atuou no Flamengo e que a semelhança
com o craque argentino era a longa cabeleira que ostentava na cidade
onde nasceu, Conceição do Rio Verde. O apelido colocado
pelos amigos pegou e até hoje ele decidiu manter.
Agora de cabelos curtos quem cresce a cada dia é o seu futebol.
Mas nem tudo são flores porque Mancuso relembra o início
da carreia. "Comecei em 97 no juvenil do Cruzeiro e fiquei três
anos nas categorias base. Em 2000 subi para os profissionais com o Felipão
e ganhei mais experiência", comenta.
Ele diz que se considera um “jogador indefinido” no setor
meio-campo. "Não sou volante e nem meia-direita. “Procuro
marcar forte e sair com a bola dominada. Essa minha chegada ao ataque
surpreeende quem está jogando e o torcedor na arquibancada".
Com 1m70cm e altura, Mancuso diz que a passada larga lhe favorece. "Acho
que a estatura ajuda e procura executar essas fibras rápidas
para executar no jogo", conta um dos seus segredos do seu belo
futebol. Não há como negar a raça em campo e o
jovem jogador avaiano diz que faz de tudo para deixar o torcedor mais
alegre. "Encarnei o Leão e gosto do apoio do torcedor do
Avaí.
Primeiro
Emprego
Mancuso
não nasceu em berço de outro e teve que ralar para ajudar
a família no orçamento doméstico. Os pais tinham
uma padaria em Conceição o Rio Verde e a solução
foi colaborar entregando pão. "Hoje tenho que amassar, enrolar
e atropelar os adversários", dá a receita o ex-ajudante
de padeiro que está nas graças da nação
avaiana.
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